O livro do desassossego

O livro do desassossego

by Fernando Pessoa

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Overview

E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende.

Product Details

ISBN-13: 9788594318183
Publisher: Principis
Publication date: 05/18/2018
Sold by: Bookwire
Format: NOOK Book
Pages: 504
File size: 2 MB

About the Author

Fernando Pessoa (1888-1935) foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e figura central do Modernismo português. Poeta lírico e nacionalista cultivou uma poesia voltada aos temas tradicionais de Portugal e ao seu lirismo saudosista, que expressa reflexões sobre seu "eu profundo", suas inquietações, sua solidão e seu tédio. Fernando Pessoa (1888-1935) nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 13 de junho de 1888. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Seu padrasto era o comandante militar João Miguel Rosa, que foi nomeado cônsul de Portugal em Durban, na África do Sul. Acompanhando a família Fernando seguiu para a África do Sul, onde recebeu educação inglesa. Estudou em colégio de freiras e na Durban High School. Em 1901, Fernando Pessoa escreveu seus primeiros poemas em inglês. Em 1902 a família voltou para Lisboa. Em 1903 Fernando Pessoa retornou sozinho para a África do Sul e frequentou a Universidade de Capetown (Cabo da Boa Esperança). Regressou a Lisboa em 1905 e matriculou-se na Faculdade de Letras, onde cursou Filosofia. Em 1907 abandonou o curso. Em 1912 estreou como crítico literário na revista "Águia". A partir de 1915 liderou o grupo de jovens – Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Luís de Montalvor, Almada-Negreiros e o brasileiro Ronald de Carvalho, que resolveu fundar a revista "Orpheu", uma publicação que foi porta-voz dos ideais de renovação futurista desejados pelo grupo, defendendo a liberdade de expressão, numa época em que Portugal atravessava uma profunda instabilidade político-social da primeira república. A revista Orpheu teve vida curta, mas enquanto durou, Fernando Pessoa publicou poemas que escandalizaram a sociedade conservadora da época. Os poemas "Ode Triunfal" e "Opiário", escritos por seu heterônimo "Álvaro de Campos", provocaram reações violentas levando os "orfistas" a serem apontados, nas ruas, como "loucos" e "insanos". Entre 1902 e 1908, Fernando Pessoa compôs suas poesias e prosas somente em inglês, só aos 20 anos passou a compor em português. Sua vasta obra foi também mostrada na revista literária "Presença" (1927), que sustentava a liberdade de expressão e apregoava a emoção estética como o real objetivo do Movimento Modernista. Em 1934, candidatou-se ao prêmio de poesia do Secretariado Nacional de Informações de Lisboa, com a obra "Mensagem" - seu único livro publicado em vida, obtendo o segundo lugar. Em "Mensagem" (1934), o poeta faz uma réplica de Os Lusíadas a partir de uma perspectiva nacionalista mística. Atuando como um verdadeiro sebastianista, prega a volta do rei D. Sebastião – morto na África em 1578 – para restaurar Portugal e o Quinto Império. Fernando Pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo. Tendo sido "plural" como se definiu, criou personalidades próprias para os vários poetas que conviveram nele. Cada um tem sua biografia e traços diferentes de personalidade. Os poetas não são pseudônimos e sim heterônimos, isto é, indivíduos diferentes, cada qual com seu mundo próprio, representando o que angustiava ou encantava seu autor.

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