Bem-vinda à América
Novo livro de Linda Boström Knausgård explora silêncio familiar
De uma hora para outra, Ellen decide parar de falar. Não sabemos ao certo o motivo que a levou a se calar indefinidamente. Talvez tenha sido a culpa por ter pedido a Deus a morte do pai, morto pouco tempo depois. Um pai ameaçador e abusivo, cuja presença aterrorizante, no entanto, parecia ser o único elemento que mantinha a mãe, o irmão e a narradora unidos. Uma família não tão radiante quanto insiste em afirmar a mãe, atriz de personalidade magnética e controladora.
Talvez seja o fato de não encontrar correspondência entre o mundo exterior e o interior: "Antigamente eu dizia coisas que não conferiam. Dizia que o sol estava brilhando quando de fato chovia. Que o mingau de aveia era verde como um gramado e tinha gosto de terra". Apenas no silêncio e na introspecção da escrita Ellen se sente livre e capaz de vislumbrar algum sentido para o mundo e para a própria existência. "O silêncio não faz diferença alguma. Não crê nisso. Não crê que o sol se levanta de manhã, pois, não, a gente não pode ter certeza dessas coisas".
O silêncio de Ellen não é uma simples fuga: "Aquilo era a verdade. A verdade ao meu respeito" Mais do que uma renúncia, calar-se é a saída encontrada por uma criança que luta para não enlouquecer em um ambiente inóspito. Afinal de contas, no sono Ellen fala como qualquer pessoa: "Desarmada e sem controlar meus pensamentos".
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Bem-vinda à América
Novo livro de Linda Boström Knausgård explora silêncio familiar
De uma hora para outra, Ellen decide parar de falar. Não sabemos ao certo o motivo que a levou a se calar indefinidamente. Talvez tenha sido a culpa por ter pedido a Deus a morte do pai, morto pouco tempo depois. Um pai ameaçador e abusivo, cuja presença aterrorizante, no entanto, parecia ser o único elemento que mantinha a mãe, o irmão e a narradora unidos. Uma família não tão radiante quanto insiste em afirmar a mãe, atriz de personalidade magnética e controladora.
Talvez seja o fato de não encontrar correspondência entre o mundo exterior e o interior: "Antigamente eu dizia coisas que não conferiam. Dizia que o sol estava brilhando quando de fato chovia. Que o mingau de aveia era verde como um gramado e tinha gosto de terra". Apenas no silêncio e na introspecção da escrita Ellen se sente livre e capaz de vislumbrar algum sentido para o mundo e para a própria existência. "O silêncio não faz diferença alguma. Não crê nisso. Não crê que o sol se levanta de manhã, pois, não, a gente não pode ter certeza dessas coisas".
O silêncio de Ellen não é uma simples fuga: "Aquilo era a verdade. A verdade ao meu respeito" Mais do que uma renúncia, calar-se é a saída encontrada por uma criança que luta para não enlouquecer em um ambiente inóspito. Afinal de contas, no sono Ellen fala como qualquer pessoa: "Desarmada e sem controlar meus pensamentos".
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Novo livro de Linda Boström Knausgård explora silêncio familiar
De uma hora para outra, Ellen decide parar de falar. Não sabemos ao certo o motivo que a levou a se calar indefinidamente. Talvez tenha sido a culpa por ter pedido a Deus a morte do pai, morto pouco tempo depois. Um pai ameaçador e abusivo, cuja presença aterrorizante, no entanto, parecia ser o único elemento que mantinha a mãe, o irmão e a narradora unidos. Uma família não tão radiante quanto insiste em afirmar a mãe, atriz de personalidade magnética e controladora.
Talvez seja o fato de não encontrar correspondência entre o mundo exterior e o interior: "Antigamente eu dizia coisas que não conferiam. Dizia que o sol estava brilhando quando de fato chovia. Que o mingau de aveia era verde como um gramado e tinha gosto de terra". Apenas no silêncio e na introspecção da escrita Ellen se sente livre e capaz de vislumbrar algum sentido para o mundo e para a própria existência. "O silêncio não faz diferença alguma. Não crê nisso. Não crê que o sol se levanta de manhã, pois, não, a gente não pode ter certeza dessas coisas".
O silêncio de Ellen não é uma simples fuga: "Aquilo era a verdade. A verdade ao meu respeito" Mais do que uma renúncia, calar-se é a saída encontrada por uma criança que luta para não enlouquecer em um ambiente inóspito. Afinal de contas, no sono Ellen fala como qualquer pessoa: "Desarmada e sem controlar meus pensamentos".

Product Details

ISBN-13: 9786589218067
Publisher: Editora Rua do Sabão
Publication date: 03/02/2022
Sold by: Bookwire
Format: eBook
Pages: 126
File size: 673 KB
Language: Portuguese

About the Author

Linda Boström Knausgård estreou como poeta em 1998. Seu primeiro romance, Helioskatastrofen ("Catástrofe a hélio", 2013), conquistou o prêmio Mare Kandre. Bem-vinda à América, seu segundo livro, foi indicado ao prêmio August e traduzido para treze idiomas. No Brasil, o selo Hiperbórea, da editora Rua do Sabão, também publicou A pequena outubrista, obra indicada para o prêmio de literatura da Rádio Nacional da Suécia.
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